[Livro+Filme] A menina que roubava livros - Markus Zusak

13 outubro 2016

Oi gente, 
sei que andei muito em falta com vocês e comigo principalmente, pois acabei deixando um pouco o blog de lado. Minha faculdade finalmente saiu de greve dia 29/8 e pouco tempo depois eu fiquei com a mente voltada somente a alguns trabalhos, como por exemplo de biologia molecular, o qual eu teria que gravar um vídeo. Depois, outros trabalhos foram surgindo e tomando cada vez mais o meu tempo e juntou com o estágio, acabou que o blog foi ficando de lado. Peço desculpas desde já, e digo que estou de volta, vou tentar postar com uma certa frequência, apesar de não tanta como eu gostaria, mas não sumirei. Aos poucos, vou deixar novamente as postagens devidamente programadas, como já estava sendo e dando super certo.
1. Capa especial de filme 2. Capa original
Nome do livro: A menina que roubava livros (título original: The book thief)
Autor(a): Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 478
Comentários: Liesel Meminger, filha de pais comunistas, nunca conhecera seu pai, e, após alguns capítulos ela descobre o possível motivo, Hitler. A história ocorre no período da Alemanha nazista, sua mãe viajava com seus dois filhos à caminho de um novo lar para eles na Rua Himmel, na tentativa de salvá-los, mesmo sem eles saberem o real motivo da mudança. No meio do caminho, o irmão de Liesel, sofria com uma grave tosse e não resistiu, acabou falecendo aos seis anos de idade. Neste dia a menina viu de perto a morte, a qual é a narradora do livro, e, que se interessará muito sobre a pequena roubadora de livros (como é chamada) e irá acompanhá-la em quase todo instante; assim como também, neste mesmo dia aconteceu o seu primeiro furto, roubou o livro "O manual de um coveiro" no local em que seu irmão foi enterrado.
No início do livro, ela era uma menina bastante assustada e sonhava constantemente com a morte do seu irmão, a única lembrança que levava consigo dele era um livro que roubara do lugar onde ele fora sepultado, e, se sentia frustada por não saber do que se tratava aquele livro, pois não sabia ler. Pouco tempo depois, durante as várias visitas que o novo papai, Hans Hubermann, fazia para acalmá-la de seus pesadelos noturnos, pediu para que lesse aquele livro para ela. A partir daí começou a maratona de ensinar a nova filha a ler e escrever, apesar de suas pequenas limitações, para que em breve ela pudesse sozinha ler os livros que futuramente roubaria em ocasiões distintas.
A amizade de Liesel, com seu pai cresce a cada instante. Seu pai era extremamente dócil e amável, enquanto que sua mãe era extremamente grossa e rude com todos, vivia chamando todos de Saumensch/Saukerl que pode ser trazido como "porca imunda/porco imundo" um tipo de xingamento em alemão; fora outros vários xingamentos que ela utilizava; porém, apesar do seu temperamento explosivo, ela os amava, amava de um jeito estranho, mas amava e conforme vai fluindo a leitura você pode perceber o quanto ela se importava com eles. Já no filme, Rosa Hubermann é um amorzinho, comparada como é descrita no livro.
Algum tempo depois, a família Hubermann recebeu uma visita que sabia que poderia chegar a qualquer momento, mas de certa forma preferia que não chegasse devido às circunstâncias: a guerra; o orçamento da família estava cada vez mais apertado; e, um pouco devido à nova filha, pelo medo de que ela acabasse contando sem querer para algum amigo sobre a visita. Porém, mesmo assim, ele chegou: Max Vandenburg, um judeu filho de um amigo que Hans fez durante a Primeira Guerra Mundial.
Ao contrário do que se esperava, a amizade entre Max e Liesel foi crescendo, e, os dois começaram a trocar segredos do tipo: a perda do irmão de Liesel e até mesmo a fictícia luta no ringue de Max contra o próprio Hitler.
Uma das coisas que eu mais gosto nesse livro é que ele é recheado de expressões em alemão e por eu estudar o idioma, acho isso incrível.
Aconselharia a leitura do livro? Sim, com certeza
Trailer do filme:
Liesel, é uma menina de personalidade muito forte e amadureceu bastante rápido, creio que isso tenha a ver com suas perdas ao longo da vida, assim como no livro, a atriz conseguiu demonstrar essa personalidade forte da personagem. Também uma das coisas que eu gostei muito do filme é que a amizade entre Rudy, seu vizinho, e Liesel é bem presente como deveria ser, e também demonstra o aquele amor infantil um pouco tímido. O Rudy, é um dos personagens que eu mais gosto, é um rapaz alemão muito diferente, sonha em ser como Jesse Owens, um atleta negro dos Estados Unidos que ganhou quatro medalhas de ouro nos 100 e 200 m rasos, durante as Olimpíadas de Berlim, em 1936.
É uma pena eu não poder falar tudo o que desejaria falar sobre o livro e o filme porque seria um post completamente enorme, e, teria mais spoliers do que eu já acabei soltando alguns não tão graves sem querer. Bom, mas vamos falar sobre o porquê o livro é infinitamente melhor do que o filme.
Bem, primeiro, quando foi lançado uma nota de que seria gravado o filme gerou muita expectativa dos leitores para o filme e isso acabou deixando o filme de certa forma meio fraco por inúmeras falhas. O filme realmente nunca será totalmente fiel ao livro, porém, fatos extremamente importantes que aconteceram no livro não foram abordados na longa metragem, e, quando alguns eram abordados eram feitos de maneira errônea, apresentando fatos totalmente equivocados. Tá aí uma crítica, se vai falar sobre a mesma coisa que aconteceu no livro, por que não dizer da mesma forma ao invés de inventar que foi outra coisa que houve? Um exemplo simples que eu poderia citar é: o nome verdadeiro do livro que caiu no lago, por que usar outro livro para citar o que aconteceu se podia seguir da mesma forma que o livro? Sim, sim e sim! Não cansarei de dizer que pequenos detalhes fazem sim diferença!
Quanto ao livro é ótimo, nas primeiras páginas achei um pouco enjoativo, mas depois da morte do irmão de Liesel fica de um jeito que não dá vontade de parar de ler nem por um segundo. O filme é legal também, porém, como já disse deixa muito a desejar, principalmente pelo excesso de expectativa que se criou.

Mandy.
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