[Livro] Darwin e a evolução - Pascal Picq

26 abril 2017

Darwin e a evolução explicada aos nossos netos, foi escrito pelo paleoantropólogo francês, Pascal Picq. O livro aborda sobre temas como: teorias da evolução, genética, paleontologia, paleozoologia de uma forma bem simples e tranquila pra que pessoas leigas no universo da biologia consigam entender melhor. Mesmo pra mim, que faço faculdade de Ciências Biológicas, foi muito interessante  e produtiva a leitura. Ele "ensina" um jeito simples, fácil e didático como explicar temas complexos e um tanto polêmicos, sem causar desgastes emocionais nas pessoas.
Arquivo pessoal.
O livro possui o formato de um diálogo, como se Pascal estivesse conversando com uma pessoa leiga naquele assunto. O mesmo jeito que ele diz também ter ensinado aos seus filhos e netos. Além de possuir um vocabulário bem simples, ele tenta a todo instante tirar todas as dúvidas mais comuns que surgem a respeito do tema. Tem vários exemplos e algumas ilustrações para destacar algo que ele julgou ser importante. Apesar de ser baseado no formato de conversa, o livro é separado em tópicos para diferenciar o início de um assunto mais profundo (mesmo que tudo esteja conectado).
Arquivo pessoal: Trecho do livro que remete um pouco sobre o post que eu fiz "ciências vs religião"
Aconselho o livro não só para leigos, mas também para nós biólogos e futuros biólogos. Porque mesmo que tudo o que o livro aborde (de maneira um pouco superficial), ainda é interessante pra saber como abordar de um jeito mais cativante esse tema. Ainda mais se você pensar em escrever sobre. Posso dizer que é um tanto útil e seria interessante colocá-lo como um livro paradidático para os alunos lerem antes de começar a explicar sobre evolução.


Peço perdão pela minha ausência durante esses dias, tive alguns imprevistos durante a semana e isso acabou me atrapalhando para escrever aqui. Mas, eu voltei a programar os posts pra poder evitar esse tipo de situação. Beijos, e obrigada pelo carinho de vocês!

Aprendi com: [Filme] Perdido em Marte

17 abril 2017

Ontem tive uma ideia muito legal depois de finalmente ver o filme Perdido em Marte, que tanto os meus professores da faculdade falam. Vai ser um tipo de resenha diferente que eu vou trazer aqui pro blog. Não meramente apenas falar de um modo geral e amplo, mas focar principalmente nas lições que aquilo me trouxe ou pode trazer pras pessoas. Não vou me deter apenas em filmes, mas qualquer coisa que pode trazer um aprendizado legal, como certas publicidades, por que não?
Mark Watney é um astronauta americano e biólogo (sim, biologia não se resume apenas em ser professor ou pesquisador, é muito mais além do que isso). Ele e seus amigos enfrentam uma severa tempestade não esperada em Marte, precisam urgente ir até a aeronave, algo um tanto perigoso. Porém, Mark é atingido por um detrito espacial, acaba se perdendo do grupo, o qual não tem sucesso na sua busca rápida por ele. Quando chegam a Terra, o astronauta é dado como morto, mas enquanto isso em Marte, ele tem que fazer de tudo pra conseguir sobreviver por lá, mas como?

1. Não desistir na primeira dificuldade enfrentada.
Ele sabia que poderia morrer lá e pensou várias e várias vezes isso, que seria o seu fim. Mas, ele poderia ter se acomodado com a situação e ficar esperando pela sua morte. Ou também tentar lutar pra achar outras opções que poderiam o manter vivo até o seu resgate, que foi o caso. Não devemos desistir de algo que sonhamos ou que desejamos só porque aconteceu algo insperado ou nos deparamos com um enorme obstáculo. Problemas são excelentes aos seres humanos, é como um desafio que deve ser encarado com outros olhos. Não tenha medo, arrisque-se!
2. A faculdade não te dá suporte para enfrentar situações específicas, mas te dá a teoria pra te dar o suporte na prática.
Isso é o que eu escuto sempre e sempre desde que entrei na faculdade. Em momento algum o Mark, que era botânico também, teve aula na faculdade sobre como plantar batatas em Marte (e muito menos eu hahaha). Mas, foi através dos conhecimentos científicos que ele tinha que isso se tornou possível. E o que isso quer dizer pra nós? Que nem tudo que vamos deparar nos nossos trabalhos, vamos ter tido aula ou lido algo quando ainda éramos universitários, afinal a prática é um tanto diferente da teoria. Vamos sempre nos deparar com situações que nunca vimos na vida e podemos ter uma "trava" pensando: e agora o que eu faço? Mas, respire fundo, se acalme. Você vai ser capaz de resolver isso, com todo o conhecimento que você tem.
"Eu colonizei Marte"
3. Mantenha-se calmo.
Pode dar errado algumas coisas que você ficou se esforçando tanto pra dar certo. E as vezes a primeira reação que temos é entrar em desespero/pânico por não ter conseguido. Mas, não se desespere e mantenha-se calmo, sei que é difícil (tenho um pouco de ansiedade e tenho muito disso, mas ultimamente tô tentando me controlar mais). A solução 1 pode não ter sido a mais ideal para aquilo, repense no que fez de errado e o que poderia fazer para conseguir acertar. Ficar calmo vai ser melhor pra pensar em alguma outra solução para o problema.


Espero que tenham gostado do quadro aqui do blog "Aprendi com", quem quiser pode sugerir sobre algo que queira ver por aqui! Irei gostar de ler e farei um post com muito carinho.
Beijos, até a próxima!

[Filme] Fragmentado - M. Night Shyamalan

14 abril 2017

Na quarta fui ao cinema com a minha irmã e assistimos esse filme, que foi de longe o melhor que vimos até agora. A começar pelo ator James Mcavoy, sério que cara incrível! Ele interpreta um rapaz chamado Kevin Crumb, o qual sofre de uma doença chamada transtorno dissociativo de identidade (TDI). Ele possui 23 personalidades totalmente diferentes, sendo assim, cada alter ego (personalidade) tem uma memória diferente, não o fazendo se lembrar de algo que fez quando altera pra um outro tipo. Só com isso e com a demonstração das fotos dele abaixo já dá pra ver como ele muda totalmente. E pasmem, ele fez o Sr. Tumnus no filme As Crônicas de Nárnia, nós realmente não conseguimos o reconhecer.
Kevin consegue alternar quimicamente em seu organismo as suas personalidades, apenas com a força do pensamento. Tudo isso começou quando ele ainda era criança e sofria com as constantes agressões físicas de sua mãe muito rígida. Na busca de um refúgio, tentativa de se defender da sua mãe ele começou a criar um personagem dele mesmo, desenvolver personalidades. Você pode ler um pouco mais sobre esse transtorno clicando aqui. Para conseguir lidar com seus alter egos, ele conta com a ajuda da Dra. Karen Fletcher, uma psicóloga que acredita no seu potencial e tenta ajudá-lo a manter personalidades que praticam o bem.
Contudo, Dennis, uma de suas personalidades que é temida por todas as outras, é liberta para atuar novamente. O rapaz com TOC, sequestra então três adolescentes (Casey, Claire e Marcia) em um estacionamento e as leva para o seu esconderijo. Lá começa todo o pesadelo das meninas e Casey tem alguns flashes de lembranças de sua infância, conforme algumas situações que vão acontecendo. Ela é a mais calma das três e sem dúvida a que mais age com cautela. A todo instante ela tenta acalmar Claire e Marcia, pedindo para terem paciência e tentando convencer de que só sairiam de lá, caso usassem a inteligência.
É um filme de quase 2 horas de duração do gênero suspense/terror, mas não dá medo, diria que dá muito mais aflição pra que aquilo acabe logo. Ele também tem uma ligação com o filme Corpo Fechado (ainda não vi), mas só pelo trailer já mostra que é um outro filme muito bom. Não considero isso um spoiler porque o roteirista do filme já tinha dito isso no twitter. Aproveitem a sexta e vão dar um passeio no cinema, aconselho demais esse filme, não vão se arrepender!

Trailer:

Projeto Baleia Branca: o jogo do bem

10 abril 2017

Sexta à noite fiquei sabendo através da Samantha de uma pseudo brincadeira que tem atraído muitos jovens, a chamada Baleia Azul. Eu não entendi direito o porquê desse nome, mas isso não tem importância. O que realmente importa é saber do que se trata o tal "jogo", algo bastante nocivo as pessoas e com um objetivo de que o participante cometa o suicídio. Sim, é algo bem pesado e pelo que vi já existia antes, mas era um pouco mais escondido.
Alguns dizem que com o sucesso da série do momento "13 Reasons Why", essa Baleia Azul começou a ser mais procurada. Não vi a série e muito menos li o livro, mas tenho uma noção do que ela aborda e eu fico me perguntando por que alguém não usa isso como uma reflexão? Com certeza o objetivo dela não é ajudar alguém a ser criativo na hora que resolver fazer o mesmo que a protagonista. E é por isso, que eu acredito que essa série não seja adequada para certos tipo de pessoas, por exemplo, aquelas que estão com uma saúde mental completamente abalada. Aconselho à eles procurarem psicólogos, profissionais que são adequados a te orientar melhor com seus problemas.
A imagem pode conter: texto
Crédito: Samantha Verhaeg
Mas, afinal de contas o que é esse tal Projeto Baleia Branca (PBB)? É um projeto criado pela Samantha Verhaeg, com o objetivo de espalhar o amor entre as pessoas e fazer cada um se amar mais. É algo muito legal e que faz bem a cada um de nós. Você não precisa estar em depressão ou algo do tipo pra poder participar. Essa brincadeira é ideal pra qualquer pessoa, e vamos ajudar mesmo outras pessoas e espalhar mais amor.
Ele tem 50 desafios diários que é dividido nas seguintes partes: amor próprio, família e amigos, outros, reflexão, gratidão e o final. Cada uma tem 10 tipos de desafios para cumprir, não precisa realizar todos os dias se você não puder. Os participantes também incentivam você conseguir chegar até o fim do PBB, é um grupo bem amorzinho. Separei alguns dos desafios que eu achei mais legais e pra deixá-los com vontade de conhecer um pouco mais sobre o PBB.

1. Se olhe no espelho e repita em voz alta: EU SOU CAPAZ DE CONQUISTAR TUDO O QUE EU QUISER. - Faça isso várias vezes durante as 24 h do desafio.
2. Marque (de verdade) um passeio com algum amigo ou familiar que você não vê há um tempo e tem saudades. (Faz parte do desafio comparecer no dia!!!)
3. Pesquise sobre trabalhos voluntários na sua cidade e se programe para realizar o que mais gostar pelo menos um dia.
4. Se olhe no espelho e reflita sobre a sua percepção sobre você mesmo. Algo mudou do começo do desafio?
5. Durante estas 24 h você deverá jogar o "Jogo do Contente", onde não importa o que aconteça, você deve achar uma razão para sorrir. Exemplo: Você caiu no meio da rua? Então aproveite para dar risada de si mesmo. Seu chocolate acabou? Você poderá experimentar algo novo no lugar.

Um recado que eu deixo é que os pais prestem mais atenção às suas crianças, conversem mais com eles e se atentem a esses tipos de atrativos prejudiciais, como a Baleia Azul, que alguns jovens tentem a procurar. E aos jovens, não tenham medo de pedir ajuda e questionem! Questionem por que você deve participar de algo que alguém só quer o seu mal, ao invés de te ajudar com algo que seja bom? E  pra quem gostou do Projeto Baleia Branca: o jogo do bem, e quiser saber mais sobre eles é só clicar aqui: Projeto Baleia Branca, que é um grupo do Facebook.

[Livro] Assassinato na casa do pastor - Agatha Christie

07 abril 2017

Assassinato na casa do pastor é o primeiro livro da série de investigações de Miss Marple, uma idosa solteirona. A narrativa desse livro lembra muito a do livro "O assassinato de Roger Acrkoyd", feita pelo Dr. Sheppard. Miss Marple por sua vez também lembra bastante a irmã do narrador do livro citado anteriormente, Caroline Sheppard. E ambas terem a personalidade um tanto parecidas é algo completamente natural, visto que foi através de Caroline que Agatha resolveu incluir mais idosas solteironas na sua trama por ter um grande afeto por elas.
Antes desse livro eu tentei começar um outro livro da série de Miss Marple, mas estranhei um pouco o tipo de narrativa e não tive muito sucesso. Afinal, ela não é uma detetive como o Poirot, apenas é uma pessoa que vive em uma aldeia bastante pacata e passa seus dias estudando o comportamento humano. Suas investigações, são feitas com auxílio dos livros de romance policial e suas observações constantes nas pessoas (que verdade seja dita, que pessoa mais fofoqueira, hein? Impossível fazer com que ela não saiba de nada, mesmo que seja um segredo banal).
Em St. Mary Mead, a aldeia pacata sem grandes acontecimentos, Miss Jane Marple é a responsável por investigar os pequenos mistérios, como a troca de pastilhas de tosse, o vidro de camarões em conserva e entre vários outros. Mas, agora havia um acontecimento bastante interessante e misterioso, capaz de gerar um completo alvoroço daquelas pessoas: o Coronel Protheroe tinha sido assassinato na casa do pastor. Ele era um homem de poucos amigos e responsável pelas finanças da igreja, por ser meio surdo falava bastante alto e quase todas as pessoas sabiam que ele se encontraria com o Mr. Clement, o pastor, mais tarde em sua casa. Apesar de ter um jeito que cultivava pessoas que não o admirassem tanto, ninguém imaginava quem seria capaz de ter cometido tal atrocidade.
Mas, tudo acontece até mesmo um telefone falso, desviando o pastor Leonard Clement de sua casa, para facilitar o acontecimento do crime. Quem ainda não se aventurou nas estórias da Miss Marple, aconselho que comece por este livro. É um livro completamente emocionante e como já disse lembra muito um livro que o Poirot faz investigação do crime. Acho que é uma ótima dica pra quem quer fazer essa "transição" de um outro ponto de vista de investigação. O Mr. Clement faz uma narrativa maravilhosa, assim como o Dr. Sheppard, nada de confusões como é no caso do Capitão Hastings. Mas, isso não quer dizer que você não vai se perder ou se confundir com as pistas e os suspeitos. Terminei esse livro ontem e fiquei bastante chocada com as altas revelações. Só não fiquei tão surpresa com uma delas, porque já tinha desvendado com a pista e ficado bem pasma anteriormente haha.

Agora, o que eu não entendi direito foi essa capa do livro um pouco sem sentido. Por que tem uma adaga ensanguentada, se a arma do crime foi uma pistola? Vamos prestar mais atenção aí meu povo na hora de fazer a ilustração da capa! O livro foi tão maravilhoso, que eu fico com o coração apertado de dar apenas 4 corações por causa da capa. E antes que reclamem que eu disse isso, não considero isso como um spoiler já que é dito bem no início e a própria capa mostra uma possível arma do crime (mesmo que errada).

Resenha dos casos de Miss Marple:
1. Assassinato na casa do pastor

[Filme] Minha mãe é uma peça 2 - Paulo Gustavo

05 abril 2017

O post anterior deu bastante o que falar e eu pensei muito em fazer uma resposta pra ele, visto que boa parte das pessoas não leram! Além de não terem lido, não entenderam talvez por falha nas aulas de biologia ou por não saberem tanto a história na bíblia ou por falta de interpretação de texto. Bem, não importa. O importante é que eu não vou falar sobre isso agora, não antes de fazer um post explicando algumas informações básicas de biologia. Eu só quero agradecer a todas as pessoas que foram super educadas e entenderam o que eu escrevi (ou quem ainda que não entendesse direito, agiu com educação). Você não é obrigado a concordar comigo, mas é deve sim respeitar outras pessoas, sem ser agressivo. Paz.

Não podia começar o post de hoje sem ao menos um recadinho básico, porque isso não é muito meu estilo. Bom, saindo no meio de tanta polêmica nada melhor do que falar sobre algo que nos agrada e nos faz rir, esquecendo um pouco dos problemas que cada um de nós temos. O filme da vez é Minha mãe é uma peça 2, sim, eu demorei uma vida pra assistir o filme, o objetivo era ver quando foi lançado, mas só assisti ontem.
Dona Hermínia agora comanda o programa Hermínia show, devido ao desabafo misturado com esporro que fez sobre os filhos dela enquanto era entrevistada em um programa de TV ao vivo. Por sinal, fez muito sucesso o seu jeito resmungão, mas muito bem humorado. Novamente ela está com problemas com seus filhos, que de no olhar dela, de certa forma eles aproveitam um pouco o tempo que passa fora de casa para serem preguiçosos e fazer nada útil pra alguém.
Marcelina, sua filha, agora quer ser atriz e é bastante criticada pela mãe, uma profissão que escolheu ser sem futuro. Enquanto Juliano, apesar de formado, ainda está desempregado e sem conseguir emprego. Como se não bastasse isso, seu filho declara ser bissexual e sua mãe não quer aceitar de maneira alguma e vive dizendo "você quer uma hora uma coisa, outra hora outra coisa, se decida!". Uma grande sátira do que as pessoas bissexuais devem passar. Eu vi muito isso depois de umas imagens compartilhadas no Facebook, eles criticavam sofrerem preconceito dentro da própria comunidade LGBT (o que pra mim, não faz muito sentido essa descriminação).
É uma comédia bem leve e um tanto engraçada, vi minha mãe claramente em algumas cenas. Dona Hermínia apesar de ser uma mulher nervosa, escandalosa e que vive arrumando confusão com as pessoas, tem um coração mole e muito grande. Mas qual mãe não é assim né? Pelo menos, todas que eu conheci são um pouco de Dona Hermínia, lógico que umas serão mais e outras menos. E por mais estressadas que possam ser conosco, nossas mães nos amam, nos querem bem e se preocupam bastante com a gente e o nosso futuro. Não foi um filme que deixou um final fechado, o que tudo indica que vai rolar uma versão 3 do filme! Ansiosa já pra ver a continuação!
Trailer:

É possível seguir a área científica e acreditar em Deus?

03 abril 2017

Alguns dias atrás eu tinha comentado no post que eu fiz sobre "As grandes mudanças do ENEM" que vocês podiam me sugerir qualquer tema ou dúvidas pra publicar aqui. E a leitora Leslie, do blog Apenas Leite e Pimenta, abordou um bastante interessante que sempre dá o que falar e um tanto polêmico, digamos assim. Já adianto logo que esse post pode ficar um tanto grande, mas prometo que vai ser legal rs.
"Gosto muito de biologia, mas acredito em Deus como o criador de todas as coisas. Você faria pra nós um post sobre sua crença em relação a criação do mundo e dos seres vivos? Eu ia gostar de saber sua opinião."
A criação de Adão - Michelangelo
Eu desde que conheço por gente sempre frequentei igrejas evangélicas e fui criada escutando sobre a criação do mundo de acordo com a bíblia. Conforme fui crescendo e ganhando mais entendimento de mundo, e, principalmente noção de espaço, muitas coisas que eu aprendia na igreja eu queria contestar porque não conseguia achar lógica naquilo. Por exemplo, a história de que um casal (Adão e Eva) foram os primeiros seres humanos e que eles povoaram a Terra. Posteriormente, a história de Noé, de que ele e sua família construíram uma arca para salvar os animais e sua família do diluvio, um castigo de Deus devido à maldade humana.
Meus questionamentos começaram aos meus 9 anos, não conseguia entender como um casal conseguiria encher o Planeta Terra com tantos habitantes. Porque eles só tiveram dois filhos, Caim e Abel, obviamente deveriam ter outros depois, porém, deveriam ter que praticar incesto, porque era impossível gerar descendentes de outras formas. Mas, sempre que surgia com esses tipos de questionamentos, brigavam comigo. Falavam que podia não existir lógica na bíblia, mas que mesmo assim eu deveria acreditar com todas as forças. E eu realmente tentei mesmo acreditar naquela história, passei a não ficar pensando muito sobre isso, até porque não tinha tantos argumentos fortes na época.
Representação da teoria evolucionista: Lamarckismo; Criacionismo e Darwinismo
No 1º ano do ensino médio, aprendi sobre a teoria evolucionista (não vou aprofundar muito nesse post, comento mais sobre ela em outro momento) e novamente meus questionamentos voltaram. Com um pouco de argumento a mais do que antes, passei a ficar cada vez mais intrigada com Adão e Eva. Se Eva foi a primeira mulher e povoou a Terra, depois veio o diluvio e a família de Noé (descendentes de Adão e Eva) tiveram que repovoar o planeta, por que o DNA mitocondrial não é o mesmo para todos nós? Pois deveria ser, afinal ele passa de mães para filhos e toda menina tem o mesmo DNA mitocondrial que as mulheres de sua família (novamente, me aprofundo nesse assunto depois).
Eu tinha muitas perguntas e poucas respostas, na verdade a resposta era sempre a mesma: pare de questionar e apenas aceite. Eu tentei várias vezes, porque era algo que eu acreditava, sabe? É difícil você contestar sua crença, achava que Deus podia me "punir" por isso. As pessoas me botavam muito medo em certas questões e por mais que eu tivesse o meu lado cientista gritando dentro de mim pra explorar os porquês, eu tinha medo da possível punição que eu teria caso não aceitasse aquilo como verdade. Sem contar com a história dos dinossauros, eu ficava pensando "em qual momento da história que eles entram?" porque eles existiram, há inúmeras provas pra isso. Não podia ser na mesma época que Adão e Eva, tão pouco antes (ao meu entender). Vocês podem até achar graça, mas eu realmente pensava muito nisso e creio que muitos jovens cristãos também devem passar pelo mesmo dilema.
A origem do mundo: Teoria do Big Bang
Desde sempre eu tentava fugir de certos assuntos como esse, não queria ser taxada como perdida, desviada, herege ou algo parecido. Minhas soluções para o problema era colocar em cada continente um casal de Adão e Eva vivendo suas vidas e cometendo as mesmas ações. Mas, obviamente isso era um tanto utópico demais e não dava pra sustentar tanto meus argumentos, embora fizessem sentido. Também em relação aos animais, o criacionismo defende que o mesmo animal que existiu há milhões de anos atrás é o mesmo hoje, sem ter evoluções de espécie, isso também não dá pra sustentar. Afinal, existem muitas provas comprovando a evolução dos seres vivos tanto anatomicamente quanto fisiologicamente.
Apesar de tudo o que eu disse anteriormente, mesmo que bem resumido, possa parecer para alguns que eu perdi minha fé por conta de meus questionamentos. Eu digo que não, acredito muito em Deus e é possível sim, acreditar Nele e seguir a área científica. Nós não viramos ateus por querer entender mais sobre as coisas ou por não acreditarmos na teoria do criacionismo, lógico que existem grupos de ateus, mas também existem várias pessoas que não são. O importante é a separação da ciência e religião e não ficar com medo de ser curioso, pois é isso que move a ciência. Não se sinta também um pecador, por mais que muitos digam que é errado isso ou aquilo, não é errado você questionar certas verdades que são ditas.
Pra terminar o post eu vou deixar um vídeo da Mayim Bialik, que além de atriz (namorada do Sheldon em The Big Bang Theory) é neurocientista. No vídeo ela também explica muito sobre isso de que é possível acreditar em Deus e ser cientista, mas que assim como eu, acreditamos de forma diferente da grande maioria. Mas, foi a partir desse vídeo que eu realmente parei de me sentir culpada por todos questionamentos que fiz e por pensar diferente da grande maioria.

O post ficou bem longo, mas era impossível fazê-lo menor sem dizer tudo aquilo que passava na minha mente, e quem sabe assim, ajudar aqueles que passam pela mesma situação? Digam aí nos comentários o que você acharam ou se passaram por algo parecido. Quem quiser, pode sugerir perguntas pra eu responder nos próximos posts.

Beijos!
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